dose de poesia

pois é, a meu ver
o ver de cada um
devia ser
distribuído nas farmácias.

aí eu me drogaria.

dos afrescos
aos acordes,
tudo quanto fosse
poiesis eu
engarrafava, comprimia,
injetava, ingeria.

escrevo, reescrevo e prescrevo.
vejo, revejo e varejo:
"controverso o céu apático,
tome verso homeopático!"

na veia, na pele,
na goela ou na língua:
diluía ao longo do dia.

poderia ser assim
ou feito arma de construção em massa
de modelar humano.

5 comentários:

  1. Dan,

    É muito bom te ler, matar a saudades de vc através de sua poesia. Concordo com vc em todos os versos ......
    Bjus

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  2. adorei a construção deste poema nada homeopático, Dan. beijão

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  3. é desses que a gente quer roubar de tão bom.

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