desespero

lentas as flores desmaiam
no colo cinzento do chão
pintam sua cor no cimento
mas latejam suas dores em vão

seu amor passa e pisa cabisbaixo
seu bem nem vê que em cima
se enchem de enfeites de prima,
à vera, perfumando o espaço

no desespero dos dias
a calçada é testemunha
das manchas escuras
das flores suicidas

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